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Anvisa aprova benzoato contra helicoverpa e registro deve sair ainda em 2017

quarta-feira, 29 novembro 2017 by PestField

Ibama também já concluiu a análise de possíveis riscos ao meio ambiente e Ministério da Agricultura aguarda apenas a chegada da documentação para oficializar a medida

A Agência Nacional de Vigilância (Anvisa) aprovou o uso do benzoato de emamectina no Brasil, inseticida utilizado nas culturas de soja, milho, algodão e feijão para o controle da lagarta Helicoverpa armigera. A avaliação toxicológica do produto, estudo técnico para saber se o defensivo causa ou não riscos à saúde humana, foi publicada nesta semana no Diário Oficial da União. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também já concluiu a análise dos possíveis riscos ao meio ambiente.

O secretário de Defesa Agropecuária, Luis Eduardo Rangel, afirma que o Ministério da Agricultura aguarda “apenas a chegada desses documentos” para oficializar o registro do defensivo no país, o que deve ocorrer ainda este ano.

Na avaliação da Anvisa, o benzoato foi considerado extremamente tóxico, o que gera limitações para sua aplicação em lavouras, como a utilização obrigatória de itens de segurança.

Em 2014, ano em que a Helicoverpa armigera surgiu no Brasil, o prejuízo as lavouras de algodão foi de R$ 10 bilhões. A partir daí, foi permitido o uso emergencial do benzoato. Nesta semana, aliás, o Ministério da Agricultura renovou até junho de 2018 a emergência fitossanitária nos estados de Goiás, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Piauí.

Para o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) Márcio Portocarrero, a grande vantagem para o setor com o possível registro definitivo do benzoato de emamectina é a segurança de que o uso do produto não será mais questionado pelo Ministério Público e órgãos ambientais, como ocorre atualmente por ser permitido apenas de forma emergencial.

 

Fonte: Canal Rural

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Como foi feito o refúgio na sua lavoura de milho?

segunda-feira, 20 novembro 2017 by PestField

A safrinha está chegando ao fim, mas nem por isso é tarde para repensar práticas que podem aumentar a longevidade de tecnologias Bt

 

Perguntando de porteira em porteira a produtores de Mato Grosso se fizeram o refúgio na segunda safra de milho, é possível obter respostas das mais variadas. E encontrar daqueles que dizem ter feito em 5% da área àqueles que fizeram em 10%, 15% ou até 45%. Mas, afinal, quem está certo? E qual a melhor maneira de fazer valer a prática que aumenta a durabilidade da tecnologia Bt?

De acordo com o pesquisador Rafael Pitta, especialista em entomologia da Embrapa Agrossilvipastoril, o refúgio nada mais é do que uma área onde é plantado algum cultivar de milho convencional para permitir que sejam mantidas populações de pragas sensíveis à toxina Bt. “Vamos imaginar que ali no refúgio nascem insetos suscetíveis à toxina Bt, então, quando eles migram para áreas onde está o milho transgênico, e cruzam com indivíduos resistentes, produzem descendentes que podem manter a suscetibilidade”, explica.

Manejo – A fim de criar condições para que os cruzamentos aconteçam, no entanto, algumas premissas precisam ser respeitadas:

– A primeira delas, é que o produtor destine pelo menos 10% da sua área plantada ao refúgio.

– A segunda, que o refúgio não fique a mais de 800 metros da área de milho transgênico, por conta do alcance de voo das mariposas. (A essa distância, segundo Pitta, é alta a probabilidade de que um inseto suscetível ao Bt encontre outro resistente à toxina).

– E, por fim, que o milho não-Bt tenha porte e ciclo vegetativo semelhantes ao do milho Bt – além de serem plantados na mesma época, para permitir a sincronização do ciclo das mariposas.

Considerados esses pontos, os talhões de milho não-Bt podem ficar na bordadura da área Bt, somente nas suas laterais ou em faixas no meio da lavoura (conforme a figura acima). “Tudo depende da logística que for melhor para o produtor na hora do plantio”, afirma Pitta.

No caso das pulverizações, ele diz que não há problema em entrar com inseticida nas áreas de refúgio desde que o produtor faça um controle das populações de lagartas. “Se você entra em uma área de refúgio que não tem uma folha comida por lagarta, essa área não cumpriu o seu papel”, diz.

Hoje, os milhos transgênicos, segundo ele, têm proteção contra a lagarta do cartucho (Spodoptera); da espiga; lagarta elasmo e broca-do-colmo (Diatraea). “Para controlar essas populações na área de refúgio, o produtor pode aplicar o inseticida, sem excessos, porque o produto não tem 100% de eficácia, e não inviabiliza que haja insetos suficientes para cruzar com os indivíduos resistentes das lavouras Bt”, explica. A questão é não exceder as aplicações necessárias, o que pode selecionar também lagartas resistentes a inseticidas.

Com manejo adequado, Pitta afirma ainda que é possível garantir produtividades tão altas no refúgio quanto na área Bt. “O que vai ditar a diferença nesse sentido é muito mais o híbrido usado, porque se o teto produtivo das duas cultivares for próximo, a produtividade também pode ser”. De acordo com ele, não existe legislação que obrigue o produtor a fazer o refúgio, mas esse trabalho de conscientização é o que vai permitir que tecnologias transgênicas, que tanto tempo levam para serem desenvolvidas, tenham maior durabilidade.

Fonte: Portal DBO

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Medidas de monitoramento e controle do bicudo são temas de segundo vídeo de websérie do IMAmt

sexta-feira, 10 novembro 2017 by PestField

O Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) acaba de lançar o segundo vídeo de uma websérie, cuja proposta é levar informações sobre os principais problemas da cotonicultura e apresentar soluções às quais produtores e seus colaboradores podem recorrer.

O segundo vídeo é uma continuidade do primeiro, no qual o entomologista Jacob Crosariol Netto discorreu sobre as principais características do bicudo do algodoeiro, considerado a maior praga da cotonicultura nacional. Nesta sequência, que já está disponível nos sites institucionais do IMAmt (www.imamt.com.br) e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (www.ampa.com.br), o pesquisador fala sobre medidas de monitoramento e controle do bicudo, divididas em ações pré-plantio e ações pós-plantio.

De forma bastante didática, Jacob Netto aborda os cuidados a serem tomados no período de entressafra, que coincide com o vazio sanitário da cultura. No caso de Mato Grosso, a proibição do cultivo se estende até 30 de novembro (nas regiões de Rondonópolis, Campo Verde e Primavera do Leste) e até 14 de dezembro (nas regiões de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Campo Novo do Parecis e Sapezal).

Dentre as ações pré-plantio, o pesquisador destaca a importância de se fazer o monitoramento constante de lavouras de soja, visando “a inspeção de plantas espontâneas de algodão”.

“É importante eliminar essas plantas que servem à proliferação e à procriação do bicudo do algodoeiro”, alerta Jacob Netto.

Outra ferramenta de monitoramento destaca por ele é o armadilhamento, que gera o índice de bicudos por armadilha por semana (B.A.S.) e é bastante eficaz nos esforços para reduzir a pressão dos insetos no início da próxima safra de algodão. O armadilhamento gera a classificação de áreas por cores, indicando a maior ou menor presença de insetos na área de instalação da armadilha.

Jacob Netto frisa ainda que fazer a destruição eficiente dos restos culturais do algodoeiro é um dos pontos chaves do combate à praga, assim como o manejo no final da safra, deixando claro que o bicudo só poderá efetivamente ser controlado se produtores e seus colaboradores cumprirem as recomendações da pesquisa em todas as etapas, o que inclui cuidados com o carregamento de fardos de algodão.

Entre as medidas pós-plantio, o pesquisador cita o monitoramento constante das lavouras de algodão e o uso correto de produtos agroquímicos.

O vídeo é produzido pela TV1 Produtora, sob a supervisão da pesquisadora Patrícia de Andrade Vilela. Segundo ela, os próximos VTs tratarão de temas como controle de tigueras de algodão, nematoides, destruição de soqueira, as principais lagartas do sistema produtivo adotado em Mato Grosso, variedades do IMAmt, produção de sementes de algodão, controle biológico e transformação genética, entre outros assuntos relevantes para a cadeia produtiva do algodão.

Os vídeos trarão depoimentos de pesquisadores e colaboradores do IMAmt, mas, de acordo com Alvaro Salles, diretor executivo do Instituto, a websérie poderá contar com a participação de especialistas de outras instituições de pesquisa.

O público-alvo é formado por produtores associados à Ampa e seus colaboradores, porém os vídeos também poderão ser úteis a estudantes e a todos que se dedicam (ou pretendem se dedicar) à produção algodoeira.

“Os vídeos serão lançados ao longo da safra 2017/18, visando contribuir para o sucesso da cotonicultura no estado. Sabemos que muitos problemas que ocorrem no campo podem ser minimizados quando são detectados no início e controlados a tempo”, comenta Salles. Ele acrescenta que a proposta é que a websérie sirva de alerta a produtores e ao corpo técnico das fazendas em relação a pragas, doenças e outras ameaças existentes.

 

Fonte: Grupo Cultivar

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